Carteira de FIIs equilibrada:
o piloto que vence o
rali não foge da terra
Nenhuma estrada de terra é eterna. Mas é justamente no trecho mais castigado, quando o piloto já desistiu de acreditar no asfalto, que os preços ficam mais baratos. E é exatamente aí que a maioria dos investidores comete o erro mais caro.
Anos seguidos de juros elevados travam crédito, aumentam vacância em lajes corporativas e seguram a velocidade de locação dos galpões logísticos. É desconfortável, mas é também o trecho em que os P/VPs ficam mais descontados e a margem de segurança mais generosa.
Por que a Selic alta pesa tanto sobre os FIIs de tijolo?
A carteira que atravessou a terra com o carro certo, sem pânico e sem vender no buraco mais profundo. Quem ficou parado no acostamento esperando a pista melhorar para só então comprar, fica para trás quando o asfalto finalmente chega.
Quem se beneficia primeiro quando o ciclo de juros vira?
É. Deixar o dinheiro parado na conta é uma decisão. Comprar mais do mesmo ativo que já subiu muito também é. Diversificar entre papel e tijolo, sabendo que a pista muda, é apenas mais uma escolha — só que com histórico de funcionar melhor.
Não decidir também é uma decisão de investimento?
Não é adivinhar com precisão quando a terra vira asfalto. É montar, hoje, o carro que aguenta os dois trechos — e seguir pilotando com disciplina, mês após mês, sem parar na primeira poça de lama nem acelerar demais na primeira curva.
O que define um bom alocador de capital em FIIs?
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A tração dos FIIs de papel e a velocidade dos FIIs de tijolo formam o carro certo para qualquer trecho do rali. Confira mais detalhes sobre como aplicar esse equilíbrio na sua carteira.
Como montar uma carteira de FIIs equilibrada na prática?