Qual o melhor momento para comprar dólar?
A pergunta errada
que custa caro
Em dezembro de 2024, com o dólar a R$ 6,27, um cliente pediu para mandar 30% do patrimônio para o exterior. Imediatamente. Hoje, o dólar está a R$ 5. Essa pressa teria custado R$ 726 mil contra uma aplicação simples no CDI.
Concentrar tudo em uma única cotação. Tanto apostar que o dólar vai subir quanto esperar o momento perfeito para agir são formas de tentar prever o câmbio — algo que ninguém faz com consistência. As duas são apostas, e apostar no câmbio é exatamente o que não se deve fazer.
Qual é o erro mais comum ao investir no exterior?
O oposto. Carteira sem exposição internacional rendeu 9,2% ao ano com volatilidade de 8,4%. Com 15% em dólar: 10,1% ao ano e volatilidade de 7,1%. Com 30%: 11,1% ao ano e menor volatilidade de todas, 6,8%. Mais dólar, mais retorno e menos volatilidade.
Mais dólar na carteira significa mais risco?
A faixa considerada adequada fica entre 15% e 30%, aumentando conforme o patrimônio cresce. Mas o quanto dolarizar é uma pergunta diferente de quando dolarizar — e é na segunda que quase todo mundo se machuca.
Quanto do patrimônio investir no exterior?
Em vez de mandar tudo de uma vez, você envia um valor fixo todo mês, independentemente de o dólar estar caro ou barato. Nos meses de dólar caro, compra menos. Nos de dólar barato, compra mais. No fim, o preço médio é razoável por rotina, não por sorte.
O que é Dollar Cost Averaging e como funciona na prática?
Não. A proposta não é substituir os investimentos locais, mas complementar a carteira. Um ano e meio depois, o cliente já tem mais de 20% do patrimônio no exterior — construído tijolo por tijolo, sem perder uma noite de sono com a cotação.
Dolarizar significa deixar de investir no Brasil?
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O melhor momento para comprar dólar não existe — existe a estratégia certa para construir essa exposição sem depender de acertar o câmbio. Entenda como o DCA funciona na prática.
Sua carteira tem a dose certa de dólar?