Investir em ouro pela Bolsa:
o que considerar antes de fazer sua alocação
O ouro subiu cerca de 110% em dois anos. ETFs de ouro captaram US$ 89 bilhões em 2025 — ante US$ 4 bilhões no ano anterior. Quando uma tese atrai fluxo demais, ela passa a carregar não só seus fundamentos, mas o posicionamento de quem tem medo de ficar de fora.
O metal tende a se valorizar em crises, tensões geopolíticas e pressão inflacionária, quando ações e outros ativos de risco caem. Essa descorrelação é o que dá ao metal a função de proteção em uma carteira diversificada.
Por que o ouro é considerado um ativo de proteção?
Dois motores: bancos centrais saindo do dólar — a China foi de 3,5% para 9% em ouro — e a busca por ativos independentes de qualquer governo. Esses vetores tendem a manter suporte ao metal no longo prazo.
O que sustenta a demanda pelo ouro no longo prazo?
TF tem alta liquidez, custódia feita pelo fundo e acesso a partir de uma cota. Ouro físico exige armazenamento, tem spread alto e menor liquidez.
Para a maioria, o ETF é a forma mais prática de investir em ouro.
ETF de ouro ou ouro físico: qual escolher?
Não. ETFs e BDRs não sofrem come-cotas e pagam IR de 15% só no resgate. Fundos abertos têm come-cotas semestral, o que reduz o efeito dos juros compostos ao longo do tempo.
A tributação dos investimentos em ouro é igual para todos?
Quatro perguntas definem a escolha:
1. Quer exposição ao dólar?
2. Prefere ETF ou fundo aberto?
3. Qual o custo total?
4. Busca renda ou acumulação? O AURO11 é o único que distribui renda mensal — em troca de parte da alta do metal.
Como escolher o produto de ouro certo para o seu perfil?
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A escolha do produto certo depende de proteção cambial, custo e tributação. A tabela comparativa entre cada investimento está no site da Nord.
Investir em ouro faz sentido como posição estrutural e leve — não como motor de rentabilidade